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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Plano de Ataque

Um dos meus problemas (pq solução definitivamente não é) é a falta de método e rotina. Quando estamos na escola ou faculdade, e quando trabalhamos fora, a rotina acaba sendo inevitável, mas obviamente este não é o meu caso.

Daí que meu dia-a-dia é uma zona e eu acabo por bagunçar horários e geralmente não rendo nem 20% do que poderia (e deveria) render, pq me distraio com coisas mil e perco o foco. Uma moleza só, ainda mais no frio. Estou quase chegando à conclusão de que rotina preenche, ou pelo menos olhando de fora, me parece preencher o dia.

Como sou péssima em criar estratégias de longo prazo e cumpri-las (preguiça), decidi então criar uma de curtíssimo prazo, na base do "um dia de cada vez". Sem pressão, sem obrigatoriedade, apenas uma idéia que eu posso alterar aqui e ali, afinal não pretendo criar uma camisa de força, apenas um sistema que me ajude a virar Gente Que Faz hohoho.

Seria mais ou menos assim: uma agenda semanal, com horários definidos para CADA ATIVIDADE, desde levantar e tomar café, até ler um livro ou assistir um seriado, cuidar dos afazeres domésticos, do Benji, do trabalho. Se, por exemplo, eu sair à noite durante a semana e chegar tarde, posso acordar um pouco mais tarde ou então tirar uma soneca depois do almoço, sob pena de ficar até mais tarde cumprindo as tarefas do dia, como todo bom brasileiro trabalhador faz.

Eu vou conseguir. #helpmegod #yeswecan

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Dos Pesos e Das Medidas

De repente bateu aqui na cachola um questionamento muito estranho...

Tá chegando o dia em que eu e mais milhares (milhões?) de pessoas seremos proibidos de acender nossos pitos em bares, em baladinhas, em qualquer lugar de acesso coletivo no Estado de São Paulo que já não estivesse proibido pela lei anterior. Metrô, shopping, cinema, avião, escritório, vá lá. Mas nem com a nossa cervejinha do finde? Nhé.

Daí minha cachola muito coerentemente me perguntou o seguinte:

- Morrem mais pessoas vítimas de câncer causado pelo fumo passivo ou pela AIDS transmitida porque o parceiro foi inconsequente?

E eu fiz PÃ.

Não seria então razoável e absolutamente necessário também criar uma lei que obrigasse a plastificação do(a) ditocujo(a)? Porque a meu ver tá tudo no mesmo saco: da mesma maneira que um não-fumante tem a liberdade de se retirar de um recinto para evitar a fumaça, o(a) companheiro(a) tem a liberdade de se retirar de uma relação por falta de camisinha, com a ligeira diferença de que morrem muito mais pessoas de AIDS.

Porém, nem todo fumante passivo se retira do recinto e nem todo(a) companheiro(a) se retira da relação por pura opção, pelo livre arbítrio, pela liberdade de escolha, afinal, como dizem vários não-fumantes para nós fumantes, cada um escolhe seu jeito de morrer, correto?

Mas, oras, há que se proteger os indefesos. Logo, em defesa ferrenha do não-fumante, A Otoridade cria uma lei que pega do outro lado: massacra o fumante. Criemos então uma lei semelhante para acabar com a AIDS, pô! Uma lei que coloque na cadeia o Marido/Namorado Que Pulou Cerca E Matou A Mulher de AIDS ou vice-versa, o babaca que tirou a camisinha na hora H e disse que "saiu sem querer" e zilhares de outros exemplos que não precisam de ilustração. Uma lei que obrigue a plastificação para o bem geral da nação (olha a rima infame!).

Plastifiquemos e protejamos os indefesos!

-Nota: A cachola lembrou de outra comparação bem boa. Alguém já fez um estudo para averiguar quantas pessoas morrem vítimas de poluição? Daquela mesma de Sampa, ar preto, de fumaça de caminhão e ônibus? Se pá, capaz de morrer muito mais gente assim do que vítima do fumo passivo, né não?
-Nota 2: Me veio aqui uma idéia... Bem que podiam criar bares/baladas em Sampa que proibissem a entrada de não-fumantes! Há! Discriminemos também, já que me parece que está na moda.
-Nota 3: Fico aqui pensando qual será a próxima podada da Otoridade no nosso direito à liberdade. Será que vai ser uma proibição geral da liberdade de ir e vir, tipo nunca mais podemos sair de casa? Ou quem sabe... deixa ver... proibição de usar biquini e sunga na praia, tipo só pode de roupa? Talvez uma proibição do direito de meter a boca no trombone nos blogs? Xi.
-Nota 4: Se tudo o que incomoda a mim e a milhões de pessoas virasse lei, pra começar bem do comecinho nosso Presidente OtárioOtoritário seria proibido de ser candidato a qualquer coisa, muito mais à segunda re-eleição e seria obrigado a se transformar numa lula acéfala e morar num oceano bem distante daqui. E todos os palhaços espertalhões que roubam meu dinheiro pra dar festinhas regadas a Chandon e pra engordar contas nas Cayman seriam obrigados a virar porquinhos em um chiqueiro, que é o lugar que merecem: lama. E esse é só o comecinho.


E agora vou dormir. Boa noite.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Campanha "Fora Brucutu!"

A pessoa que vos fala tende a virar um brucutu com muita facilidade. Indamais quando o trabalho consome 30 horas do seu dia ou então quando chega o frio. Gosto do friozinho, mas vamos combinar que passar frio pra se cuidar e ficar bonita ninguém merece.

Apesar dos pesares, o trabalho deu uma aliviada, e quando olhei no espelho dei de cara com meu alter ego brucutuístico.

Demos início então à Campanha Fora Brucutu!

O primeiro passo foi depilar (gilete mesmo, porque passar frio na depiladora... é, ninguém merece, principalmente porque se trata de frio e DOR, tortura). Em seguida cuidamos das patinhas, olha que fofurinha! Atenção, aquilo ali não é bife, mas uma leve pancadinha que eu dei outro dia.




Hoje a campanha continua e no cardápio temos mais patinhas (os pés desta vez), sobrancelha, tratamento para rosto L'Óreal de 3 passos (Pure Zone). Fotcheenhas mais tarde.

***

Aproveitando a calmaria de trabalho, começamos ontem também um novo berçário de bebês-florzinhas. Tem coisa mais gostosa que ver plantinha nascer de semente? (Notem a organização: nome e data! E pode clicar que aumenta!)




Outros vasos antigos ganharam também mais terra e estão felizes da vida, balançando as folhinhas em agradecimento. Olha só a baby Fênix!




***

Pensa numa geladeira. Não, num freezer. É minha casa no inverno: o ar aqui dentro é ge-la-do. Próxima e fundamental aquisição será um aquecedor a óleo, obrigada.

Agora pensa num lago nos Alpes. Ou num lago congelado no Alasca. É assim que a água sai das minhas torneiras. Próxima da próxima e também fundamental aquisição será uma torneira elétrica, obrigada.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Campanha por um E-Mail Melhor

Ahnnn....

Não consegui me segurar e fiz uma rápida pesquisa com meus amigos gringos e nos meios de comunicação disponíveis na internet a respeito das informações levantadas neste e-mail (http://andrekka.googlepages.com/e-mail) que recebi hoje. Não estou defendendo gringos nem troianos, mas o motivo pelo qual eu raramente repassar e-mails com este tipo de informação é que eu confiro antes de mandar e geralmente não são verdades.

Então... Algumas informações que levantei:

- Um casal paga em média US$120 (R$211) pela conta de luz e US$65 (R$115) por água, esgoto e recolhimento de lixo. Não se trata de "metade" do que pagamos por uma conta de água, nem de "60%" menos do que pagamos de luz. Telefone realmente são outros quinhentos porque lá eles têm tecnologias diferentes e a concorrência é um pouco (não muito) mais justa com o consumidor.

- Realmente pagamos quase duas vezes mais pela gasolina. Porém, lá os gringos pagam, segundo o site http://www.fuelgaugereport.com/, uma média de US$3 por galão (que não equivale a US$0,30/litro), o equivalente a R$1,40 por litro de gasolina. Aqui, a informação que eu contesto é a de auto-suficiência em produção de petróleo. O Brasil já está praticamente no terreno da auto-suficiência. Aqui, uma matéria de 2006: http://br.ibtimes.com/articles/20060421/fato-auto-sufici-ecirc-ncia.htm. Além disso, somos pioneiros na produção de biocombustíveis, o que, muito em breve, fará o preço cair.

- A discussão sobre impostos é um pouco complexa, mas nem tudo são flores na terra do Tio Sam. Todo americano que trabalha paga, sim, Imposto de Renda. E retido na fonte! De cada paycheck (pagamento geralmente quinzenal), são descontados até 35% (taxa mais alta) a depender da renda, para TODOS os trabalhadores. Além disso, eles pagam impostos referentes ao nosso IPTU, e mais um montão de outros. Isso não quer dizer, porém, que nossa carga tributária não seja um horror. É. Um terço da nossa renda vai pro governo, sim. No entanto, por lá eles também pagam em média 20% da renda em impostos (renda de aproximadamente US$50 mil/ano), sendo que em alguns casos esse valor chega a um terço (renda acima de US$100 mil/ano), e, para rendas mais altas ainda, METADE é para o governo. Como aqui, nos EUA também existe a restituição de IR, que alguns também recebem.

Serviços públicos são contestáveis. A maioria das escolas públicas americanas não atinge o nível de qualidade de ensino de nossas escolas particulares aqui no Brasil, e em muitos casos, livros não são gratuitos (não esqueçamos de que aqui no Brasil, de uns anos para cá temos os programas de livros gratuitos nas escolas públicas). Ou seja, quem pode, coloca os filhos nas escolas particulares. Faculdade tb custa bem caro, BEM caro, e diferentemente do Brasil, as universidades públicas não são a melhor opção em matéria de qualidade.

Quanto à saúde, é a mesma coisa. Quem pode, paga convênio médico. A maioria das empresas tb oferece o convênio e algumas descontam do salário, outras não. A empresa onde um dos meus amigos trabalha paga, pasmem, US$1.200/mês por funcionário. Não reclamemos então da Unimed, da Amil, etc.

- Seguros de automóveis são realmente mais baixos, meu amigo paga por dois carros e uma caminhonete o equivalente a US$1.680 por ano, ou US$560 por veículo. Aqui eu pagaria pelo Clóvis algo em torno de US$1.000. Além disso, ele pagou impostos pelo carro quando comprou o veículo e não paga mais nenhum imposto depois disso. Porém, algumas localidades americanas têm o “wheel tax”, que seria mais parecido com o IPVA. Preços de carros nem entram em discussão. São muito mais baratos por lá.

Agora... 20% de desemprego no Brasil? Não. Em 2007, nossa taxa por aqui atingiu 9.3%. Lá do outro lado, chegou a 5% em dezembro do ano passado (http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/01/080104_desempregoeua.shtml). A nossa ainda é uma das maiores, mas está bem abaixo dos 20% mencionados no e-mail.

***

Por fim, duvido que este texto tenha mesmo sido escrito por Alexandre Garcia. Além de conter algumas muitas bobagens, ainda por cima é de autoria contestável.

Todos deveriam adquirir o hábito de buscar as informações corretas (neste caso eu consegui os dados de que precisava em cerca de 15 minutos) antes de passar adiante algo que para um desavisado, ou desinformado, possa parecer uma verdade.

Inicio aqui a Campanha por Um E-mail Melhor! Participe também e divulgue para todos os seus contatos!